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sábado, 2 de maio de 2015

Jornalistas promovem ato público contra perseguição à categoria no Paraná

Caminhada do Primeiro de Maio em Curitiba [foto: Manoel Ramires]
Neste domingo, 3 de maio, data que marca a comemoração do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, jornalistas paranaenses farão uma manifestação pública em Curitiba em defesa da categoria que vem sofrendo com perseguições e ameaças pelo Estado. O ato, organizado pelo Sindijor-PR (Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná) e pelo Sindicato dos Jornalistas do Norte do Paraná, acontecerá na Feira do Largo da Ordem, a partir das 10 horas.

Na oportunidade será lançada a campanha "BASTA: Chega de perseguição à jornalistas". Os trabalhadores irão vestir preto em luto e repúdio às tentativas de cerceamento o livre exercício profissional. Serão distribuídos panfletos a população e camisetas à categoria.


"A liberdade de imprensa é um direito dos jornalistas de fazer circular livremente as informações, um pressuposto para garantir a democracia. O contrário dela é a censura que limita o poder de ação da imprensa de acordo com seus interesses particulares", comenta Guilherme Carvalho, presidente do Sindijor-PR.


Nesta sexta-feira, 1º de maio, jornalistas também foram as ruas e participaram das manifestações em defesa dos trabalhadores, somando-se na luta dos servidores estaduais contra agressões e perseguições. Eles se juntaram aos servidores na caminhada e no ato no Centro Cívico.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Vitória dos jornalistas contra a truculência e mentira

* Hamilton Octavio de Souza

Nesta segunda-feira, dia 12 de janeiro, a categoria dos jornalistas conseguiu uma importante vitória na defesa dos direitos dos trabalhadores, da verdade e da dignidade da profissão. Trata-se do julgamento do primeiro processo movido por ex-jornalistas da revista Caros Amigos após a violenta demissão ocorrida em 11 de março de 2013, quando toda a equipe foi sumariamente colocada na rua por reivindicar o cumprimento da legislação trabalhista e protestar contra a ameaça de cortes (redução de postos de trabalho) na Redação.

Em audiência na 61ª Vara da Justiça do Trabalho, o juiz André Eduardo Dorster Araújo – após os depoimentos, acareação entre as partes e ameaça de prisão das testemunhas que faltaram com a verdade em seus depoimentos – condenou a Editora Casa Amarela ao pagamento de uma indenização de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) para a jornalista Débora Prado de Oliveira, que foi repórter e editora da revista Caros Amigos entre 2010 e 2013.

Nos depoimentos da empresa, o proprietário Wagner Nabuco e duas funcionárias administrativas declararam que a jornalista não passava de simples free-lancer, não tinha vínculo empregatício com a empresa, ganhava R$ 190,00 por página de matéria, não tinha horário fixo de trabalho e comparecia à Redação apenas “dois dias por mês”. Tais mentiras, contraditadas pela própria Débora Prado e pelos depoimentos dos jornalistas Hamilton Octavio de Souza e Cecília Luedemann, provocaram uma situação rara no Fórum.

O juiz, visivelmente irritado com as mentiras patronais, interrompeu a sessão e chamou as quatro testemunhas para uma conversa reservada em outra sala: ele insistiu que havia contradição evidente, chegou a oferecer uma oportunidade de retratação a quem estava mentindo, mas acabou por determinar que as testemunhas da empresa e as testemunhas da jornalista fossem encaminhados à Polícia Federal para abertura de inquérito com o objetivo de apurar a verdade dos fatos.

Em seguida, homens da Polícia Judiciária Federal levaram os quatro para a sala da segurança do Fórum, onde permaneceram durante um bom tempo, enquanto se providenciava viaturas para o transporte das testemunhas. As funcionárias da Editora Casa Amarela ficaram numa situação realmente constrangedora, obrigadas a uma declaração falsa imposta pelo dono da empresa. Uma delas, diante dos policiais do Judiciário, chegou a desabafar: “Eles se desentendem lá em cima e nós pagamos o pato”. Não era a mesma a situação das testemunhas da jornalista, que tinham prestado declarações corretas e verídicas.

Como a decisão do juiz surpreendeu a todos, em especial a bancada empresarial (advogados e testemunhas), o dono da editora, visivelmente contrariado, pediu a seu advogado para propor acordo com a reclamante, com imediata negociação entre as partes. Após algum tempo de conversa, com proposta e contraproposta, a jornalista Débora Prado concordou com a indenização oferecida pela empresa, desde que os depoimentos dados constassem da ata da audiência, já que revelam tanto a manobra safada da empresa quanto a conduta sincera dos jornalistas.

Ficou evidenciado que o dono da Editora Casa Amarela, Wagner Nabuco, e as duas funcionárias indicadas para testemunhar pela empresa, mentiram escandalosamente perante o Poder Judiciário, inventaram uma versão insustentável, fictícia, totalmente improvável, sem qualquer base na realidade cotidiana de uma Redação – que produzia matérias para o site, a edição mensal da Caros Amigos e para as demais edições especiais feitas entre 2009 e 2013. Tentaram também desqualificar os depoimentos dos jornalistas, mas foram prontamente desmascarados.

Tão vergonhoso como mentir, querer enganar a Justiça do Trabalho e levar vantagem com a exploração de trabalhadores, é o fato do empresário, que vive do lucro, tentar justificar seus desmandos e truculências com a desculpa de que se trata de um projeto empresarial de “esquerda”. Mais vergonhoso ainda é ver jornalistas e intelectuais que se dizem de esquerda dar apoio para uma editora privada que não é entidade coletiva e nem é vinculada a nenhuma cooperativa de trabalhadores ou movimento social, sem o devido questionamento dessa atuação típica da direita, que fere os mais elementares valores da ética e dos direitos humanos.

Pelo menos mais três processos contra a Editora Casa Amarela estão em andamento. Até agora a verdade está com os jornalistas demitidos da Caros Amigos em 2013. A vitória é da categoria, graças à coragem daqueles que são se dobraram aos interesses e ameaças patronais.

Hamilton Octavio de Souza é jornalista e professor. Foi editor-chefe da revista Caros Amigos de fevereiro de 2009 a março de 2013.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Comunicação pública forte só com autonomia e trabalhadores valorizados

Trabalhadores da EBC cruzaram os braços
Nesta terça-feira (9/12), os empregados da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) realizam uma paralisação de 24 horas em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e São Luís. O mote é a aprovação de um novo plano de carreiras da EBC que garanta a autonomia política e editorial e valorize os trabalhadores.

Atualmente, a EBC possui um plano de carreiras com diversos problemas. Empregados tem que trabalhar mais de 100 anos para chegar ao topo da carreira, os pisos salariais estão entre os piores do serviço público, a avaliação de desempenho não tem método justo nem critérios claros e os mecanismos de gratificação são totalmente discricionários.

Isso gera um clima de desânimo, falta de reconhecimento, valorização por proximidade e não pelo desempenho de fato, barganha na concessão de funções gratificadas e dificuldade de mobilidade nos cargos.

Entendemos que o plano de carreiras impacta diretamente as condições para produzir um conteúdo de qualidade e as possibilidades de ingerência política e editorial no cotidiano dos veículos da EBC.

As regras criadas podem, inclusive, servir de modelo para outros locais, para o bem e para o mal. Por isso, acreditamos que a revisão do plano de carreiras da maior empresa pública de comunicação do Brasil está relacionada aos rumos da comunicação pública como um todo no país.

Defendemos que um plano de carreiras deve assegurar perspectivas de carreira, procedimentos justos e equilibrados de progressão e promoção, remunerações adequadas e compatíveis com o serviço público, estímulos concretos à formação e qualificação, metodologias democráticas de avaliação de desempenho, entre outras questões. Somos contrários ao uso de mecanismos de gestão como forma de barganha, retaliação e ameaça, o que mina a independência dos trabalhadores frente a chefias, direções e governos de turno.

Neste sentido, apresentamos um conjunto de propostas após mais de um ano de debates entre os trabalhadores, entre elas: (1) melhoria da tabela salarial com redução de níveis para progredir na carreira e aumento do piso (em assembleia foi aprovada proposta de tabela com piso de R$ 4.400 para nível superior e R$ 3.080 para nível médio); (2) descrição de cargos que respeite a legislação e não abra brechas para acúmulos e desvio de função; (3) equilíbrio entre promoção por mérito e antiguidade; (4) Instituição de uma gratificação por qualificação; e (5) avaliação paritária (com igual peso para avaliação própria, pelos pares e pela chefia).

No entanto, os gestores da empresa acolheram muito pouco desta pauta. Pior, apresentaram propostas preocupantes. Um exemplo é a introdução de pisos diferenciados por carga horária, o que penalizaria as categorias com jornada especial, como radialistas e jornalistas.

Outro é o aumento de funções gratificadas (como funções técnicas e de supervisão), o que, combinado à ausência de procedimentos internos de seleção com regras claras, amplia a dependência dos trabalhadores em relação às chefias.

A paralisação dos trabalhadores da EBC visa sensibilizar a diretoria da empresa, o governo federal e a sociedade para a importância do processo e para a pauta dos empregados. Pois entendemos que o fortalecimento da comunicação pública passa necessariamente pela promoção da sua autonomia e pela valorização dos seus trabalhadores.

Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e São Luís, 4 de dezembro de 2014

Comissão de Empregados da EBC

Sindicato dos Radialistas do DF

Sindicato dos Radialistas do RJ

Sindicato dos Radialistas de SP

Sindicato dos Jornalistas Profissionais do DF

Sindicato dos Jornalistas do RJ

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de SP

quinta-feira, 3 de julho de 2014

#jornalistasmobilizados: Até onde irá a intransigência patronal?

No dia 1º de julho completou-se dois meses da data base dos jornalistas paranaenses. A negociação está travada por uma proposta dos empresários dos meios de comunicação do Estado, em especial do interior, que querem a todo custo reduzir o piso mínimo de seus trabalhadores.

Querem retirar uma conquista histórica da categoria: o piso unificado estadual. Piso este que muitos destes empresários sequer respeitam atualmente, ou seja, querem legalizar uma irregularidade que já acontece nas cidades do interior: jornalistas recebendo abaixo do piso e trabalhando em carga horária superior a cinco horas previstas na CLT (sem remuneração de hora extra) e sob a forte pressão de assédios morais dos mais variados tipos.

A principal "justificativa" dos representantes dos patrões é a dificuldade dos empresários manterem seus negócios. Uma "dificuldade" questionável pelos números apresentados pelo projeto Intermeios e o Diesse, que provam o contrário, mostrando que todos os segmentos da mídia (TV, impresso e rádio) tiveram crescimento significativo em seus faturamentos, especialmente quando comparado a desvalorização do salário de seus trabalhadores. Se há a dificuldade, que usem a criatividade em seus setores comerciais, se reciclem, mas não busquem cortar daqueles que são os verdadeiros responsáveis pela lucratividade de suas empresas. 

Na última segunda-feira (30/06), a direção do Sindijor-PR (Sindicato dos Jornalistas do Paraná) tentou reabrir o diálogo, porém eles seguem tentando nos empurrar goela abaixo uma "proposta" já rechaçada pelos trabalhadores em assembleias e por abaixo assinados. A única resposta para os trabalhadores na mesa foi: "SÓ NEGOCIAMOS COM A REDUÇÃO DO PISO (sic)!".

Enquanto outros sindicatos pelo país usam o exemplo do Paraná para lutar por piso unificado, nossos patrões paranaenses querem retroceder com uma proposta ridícula de diferenciar trabalhadores do interior e da capital. As perguntas que não querem calar: Qual o objetivo dos empresários em protelar a data base, uma vez que eles sabem que uma proposta de redução do piso já foi descartada amplamente pelos jornalistas? Até onde irá a intransigência dos sindicatos patronais?

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Jornalistas no Pará completam uma semana de greve

Imagens: Mídia Ninja

Os trabalhadores do Diário do Pará e do DOL, grupo de propriedade do político Jader Barbalho completam nesta sexta-feira (27/09) uma semana de greve por melhores salários e condições de trabalho. Confiram abaixo a segunda carta da comissão de trabalhadores enviada aos leitores com os esclarecimentos sobre a paralisação.  


"Os trabalhadores do jornal Diário do Pará e do Diário Online (DOL) chegam ao sétimo dia de greve nesta sexta-feira. Estamos fortalecidos pela certeza de cumprir um papel fundamental na conscientização de jornalistas do Brasil inteiro quanto à necessidade de mobilização de nossa categoria profissional por melhores condições de trabalho e salário, embora, infelizmente, para a direção da empresa, toda a nossa mobilização não passe de atos de vandalismo e radicalismo.

Porém, nenhuma das pessoas presentes em nossas manifestações tem agido com força ou violência, como a direção da empresa insiste em propagar. Em nossos atos, temos cuidado para que ninguém sequer toque em qualquer veículo ou outro patrimônio material do grupo RBA e de particulares, muito menos existiu qualquer agressão física contra qualquer pessoa. O único ato mais extremado durante nossas manifestações diárias foi justamente uma agressão praticada pelos numerosos seguranças contratados pela empresa contra a diretora do Sindicato dos Jornalistas do Pará, Eliete Ramos - que registrou B.O e fez exame de corpo de delito –, e os jornalistas em greve, fato que está registrado nas redes sociais, em fotos e vídeos.

Afinal, não é verdadeira a crença de que a única maneira de conseguirmos o que desejamos é através do uso da força e violência, como afirma a carta enviada pela Diretoria. Contra fatos, não há argumentos. Temos razões suficientes para fazermos o que estamos fazendo – conhecidas de perto por quem compartilha conosco o ambiente da redação.

Nossa primeira conversa pós-greve se deu graças à tentativa do diretor financeiro Francisco Melo em mediar um contato com Jader Filho. Nesse papo, o próprio declarou a intransigência do chefe em relação a muitos pontos sobre os quais gostaríamos de negociar, conforme já contamos em nossa última carta-resposta.

Não é à toa que, apesar do pouco espaço que uma greve de jornalistas consegue na grande imprensa, profissionais da comunicação de todos os estados brasileiros sabem o que está acontecendo em Belém, no Pará, e têm manifestado seu apoio por meio de blogs, redes sociais e discursos públicos. Entendemos o incômodo da direção do Grupo RBA de Comunicação com a exposição negativa que têm recebido, mas reafirmamos que nossos atos públicos, realizados diariamente em frente à sede da empresa, na avenida Almirante Barroso, em nada ferem a legalidade de manifestação de uma classe trabalhadora que luta por direitos. Muito além disso, nossa greve e manifestações têm contado com o apoio incondicional de grande parte da sociedade belenense, que contribui financeiramente, buzina ou aplaude durantes as mobilizações a céu aberto.

Ontem, por exemplo, pouco antes do último comunicado ser enviado, duas turmas de estudantes de jornalismo da UFPA participaram de uma grande aula aberta junto aos manifestantes. Entre várias reflexões sobre o mercado de trabalho e as motivações da greve, dançamos uma ciranda embalada pela música d’Os Saltimbancos na avenida Almirante Barroso. Como pode ser vandalismo isso?

Reiteramos que o Comando de Greve protocolou nesta quinta-feira uma contraproposta à empresa, reforçando nossa disposição em negociar o fim de nossa greve em termos que beneficiem tanto os trabalhadores grevistas quanto a própria empresa. Nenhum de nós quer manter esta paralisação, pois amamos o ofício que escolhemos para nossas vidas, mas entendemos que estamos no exercício legal de nossos direitos enquanto trabalhadores. Até o começo da greve não houve uma mesa de negociação entre a empresa e o Comando, ao contrário do que afirma a carta enviada pela Diretoria.

A última proposta apresentada, mencionada pela empresa, já garante à categoria o maior reajuste salarial já dado para qualquer categoria do Brasil nos últimos anos. Isso diante de um cenário onde já havia apenas R$ 70,00 a mais em nossos contracheques, o que representaria o único aumento ao qual teríamos direito não fosse nossa mobilização. Porém, há pontos como o salário dos editores do Diário do Pará, dos coordenadores do DOL, e até mesmo sobre o piso salarial que não foram mencionados na proposta, assim como a questão da estabilidade pós-greve.

E essa proposta apresentada pela empresa não pode ser chamada de negociação, e sim de imposição, uma vez que, através do seu advogado, o Grupo RBA afirmou que essa seria a sua última proposta. Rogamos à direção que esta sim aja com menos intransigência e se disponha a ouvir nossas reivindicações, porque somos mais que mera força de trabalho, e sim jovens, homens e mulheres pensantes e dispostos a negociar. Pessoas do Brasil inteiro têm nos dado ouvidos e apoio ao longo dos últimos sete dias. A empresa poderia seguir esse exemplo, pois não há marketing melhor e nem maneira mais eficaz de impulsionar o crescimento do que profissionais satisfeitos em seu trabalho. Queremos retornar às nossas funções e, de novo, retomar o compromisso que abraçamos: produzir informação de qualidade.

Para que não reste dúvida, reiteramos que a palavra ‘negociar’ permanece em nosso vocabulário, sim. E é um verbo que jamais abandonaremos."


Comissão de trabalhadores do Diário do Pará e DOL

domingo, 20 de maio de 2012

Jornalistas elegem nova diretoria do Sindijor-PR

Visita à Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Cascavel
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR) realizará de segunda a quarta-feira (21 a 23 de maio), eleição para escolha da nova diretoria que assumirá a entidade nos próximos três anos.  Serão eleitas a direção estadual e as subseções regionais de Cascavel, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa.

A atual gestão, sob a presidência do jornalista Marcio Rodrigues deixará a direção no fim de maio. Durante sua administração, a gestão "Sindicato é uma questão de classe" passou pelo cenário do fim da exigência do diploma em 2009, tentativas de rebaixamento do piso da categoria no interior do Estado, entre outras dificuldades, porém os jornalistas paranaenses conseguiram dois aumentos reais nas últimas Convenções Coletivas, fato que não acontecia há 14 anos.

"Há três anos, um grupo de jornalistas se dispôs a dar continuidade a uma ação surgida ainda no fim dos anos 1980 e desde então o Sindijor tem sido uma entidade que atua de forma inequívoca na defesa dos interesses da categoria, incentivando-a a ser uma classe de trabalhadores mais consciente de seus direitos", destaca Marcio.

Apenas uma chapa se inscreveu para eleição. Intitulada "Juntos Somos Mais Fortes", ela é encabeçada pelo jornalista Guilherme Carvalho, de 32 anos. Curitibano, Guilherme trabalha no Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc). É mestre pela UFPR e doutor em Sociologia pela Unesp, tendo se formado em jornalismo pela UEPG. Cursa pós em Comunicação, Cultura e Arte na PUCPR.

"Os jornalistas do Paraná podem ter certeza de que a entidade será comandada por um grupo que vai defender os interesses dessa coletividade de forma presente e independente, sempre respeitando aquilo que é melhor para a categoria", diz Marcio Rodrigues, em declaração de apoio a chapa inscrita para a eleição.

Dentre os principais desafios elencados pelos candidatos à nova gestão está a inclusão de uma grande parcela de jornalistas distantes das condições previstas na Convenção Coletiva da categoria; como é o caso das assessorias públicas, políticas e privadas, freelancers, funcionários de pequenos veículos, entre outros. Dentre as lutas, destaque para a regulamentação da profissão e a obrigatoriedade do diploma.

Um diferencial da chapa inscrita é a presença de jornalistas do interior fazendo parte da direção estadual, além da pluralidade na composição, reunindo editores, repórteres, fotojornalistas e assessores de imprensa.

Na última semana, Guilherme Carvalho esteve fazendo um roteiro de visitas pelos municípios que elegerão suas regionais; ele passou por redações e assessorias em Foz do Iguaçu, Cascavel e Ponta Grossa. Na oportunidade, o jornalista falou com os colegas da profissão sobre a eleição, divulgando o material de campanha com as prioridades para gestão e a importância do jornalista estar sindicalizado para fortalecer sua entidade representativa.

Guilherme, que participou da gestão do Sindijor entre 2003 e 2006, destaca os avanços conquistados pela categoria nos últimos anos. "Esses avanços são resultado da organização dos jornalistas enquanto classe. Pretendemos dar continuidade ao que vem dando certo", diz.

Por outro lado, o candidato aponta que há muito ainda a avançar. "Para solucionarmos os sérios problemas que ainda existem, é preciso que os jornalistas se percebam como o próprio sindicato. Precisamos trazer para o sindicato aqueles jornalistas que estão dispersos, como os de assessorias, das redações menores, os recém-formados e também os estudantes. Nossas conquistas dependerão da nossa capacidade de participação", afirma.

A eleição do Sindicato dos Jornalistas do Paraná acontecerá durante os três dias, das 9 às 18 horas. Em Foz do Iguaçu haverá duas urnas: uma fixa e outra itinerante pelas redações. Em Cascavel, os votos serão coletados na segunda e terça-feira em redações e assessorias. A urna itinerante da regional ainda passará pelos municípios de Toledo e Marechal Cândido Rondon. Na quarta-feira, última dia da eleição, a urna estará fixa na Agência F 5 Fotografias, na Rua Paraná, 3498.

Estarão aptos a votar os jornalistas em dia com a contribuição sindical. Os profissionais que estiverem com suas contribuições em atraso poderão regularizar a situação para votar, conforme as orientações que serão repassadas pelo coordenador e mesário nos dias de votação.

Abaixo os componentes da chapa "Juntos Somos Mais Fortes"

Diretor-Presidente:
Guilherme Carvalho
Diretor-Executivo: Gustavo Henrique Vidal
Diretora-Financeira: Maigue Gueths
Diretor de Defesa Corporativa: Célio Martins
Diretor de Fiscalização do Exercício Profissional: Ivonaldo Alexandre
Diretor de Formação: Pedro Carrano
Diretor de Saúde e Previdência: Wilson Soler
Diretor de Imagem: Pedro Alexandre Serápio
Diretor de Ação e Cidadania: Ismael de Freitas
Diretora de Cultura: Mauren Lucrécia
Diretora-Administrativa de Assessoria de Comunicação: Ana Cecília Pontes de Souza
Diretor-Administrativo de Interior: Júlio César Carignano
Diretora-Administrativa de Professores e Estudantes: Cristiane Lebelem
Diretor-Administrativo de Esporte, Lazer e Eventos: Filipi Manoel Rodrigues de Oliveira
Diretor-Administrativo Institucional: Fernando César Borba de Oliveira 

Redação da RPC TV
Portal da CATVE

Redação da Gazeta do Paraná
Jornais Hoje/O Paraná
Entrevista à Rádio Globo
TV Tarobá