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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Embaixador garante que Palestina resistirá aos ataques israelenses

Foto: Joka Madruga/Terra Livre Press 
O embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, garantiu que a população mais antiga do mundo não será extinta. As recentes ondas de ataque ao povo palestino suscitaram dúvidas com relação ao futuro da população, mas Alzeben foi enfático. "Resistiremos pela sobrevivência de um povo", destacou o embaixador em todas as reuniões e palestras que participou em Curitiba.

Alzeben, que é nascido na Jordânia, também uma das vítimas da ocupação israelense, esteve por três dias no Paraná para conversar com autoridades e estudantes em busca de apoio à luta pela liberdade e independência da Palestina. Após reuniões com o prefeito Gustavo Fruet, o vice-governador, Flávio Arns, e o presidente da Câmara, vereador Paulo Salamuni, o embaixador falou para quase 500 pessoas na Faculdade Uninter. 

"Esse contato com outros países é importante para elevarmos o apoio internacional contra o invasão de Israel. A Palestina vai recorrer aos tribunais internacionais pelo fim do genocídio e por sua liberdade", afirmou Alzeben. "Não estamos numa luta religiosa. A guerra, instaurada muito mais pela vontade dos israelenses visando o controle do território, é política. A religião judaica ou a islamita não tem nada com esse conflito", completou. 

Apoio no Paraná

Em 2014, a Organização das Nações Unidas decretou o "Ano Internacional de Solidariedade com o Povo da Palestina" e as embaixadas do país pelo mundo têm buscado ações com aliados para a reconstrução das cidades e doações de alimentos às famílias palestinas. "Com as investidas de Israel cada vez mais brutais, aumenta o sofrimento e a dificuldade de sobrevivência", explicou Alzeben.

Flávio Arns e Gustavo Fruet afirmaram que estudarão ações para campanhas solidárias à Palestina encampadas pelos governos. Na Câmara de Vereadores, o embaixador recebeu um compromisso de parlamentares locais. "Vamos propor um projeto de Lei que nomeie uma cidade-irmã de Curitiba", afirmou o vereador Jorge Bernadi, que acompanhou a audiência. Nablus, cidade localizada ao norte da Cisjordânia, foi escolhida como a possível irmã da capital do Paraná. 

Redes sociais mostram a verdade

A crueldade dos ataques de Israel tem dificultado cada vez mais que as investidas sejam negadas pela grande mídia. Historicamente, a imprensa comercial mostra um viés de “defesa” judaica aos ataques do Hamas do que os ataques iniciados pelos israelenses.

“Esse genocídio não pode mais ser escondido. As empresas de comunicação que ‘encobriam’ a verdade hoje precisam publicar o que aparece pelas mídias sociais, sob risco de descrédito”, ressalta Alzeben.

As redes sociais, aliás, viraram as grandes aliadas. Conectados, palestinos alimentam com informações os movimentos aliados e personalidades mundiais mostrando "o outro lado", o lado real.

Texto: Gustavo Henrique Vidal

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Embaixador da Palestina cumpre agenda em Curitiba

Ibrahim Alzeben ministra palestra e atenderá jornalistas
O acirramento do conflito entre Palestina e Israel chamou a atenção de todo mundo ao longo deste ano. Com base neste interesse o embaixador do Estado da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, cumprirá uma série de atividades públicas em Curitiba nesta quinta (6/11) e sexta-feira (7/11).

As atividades oficiais do embaixador Ibrahim Alzeben tem início na manhã de quinta-feira com uma audiência marcada para às 9h30 na prefeitura de Curitiba com o prefeito Gustavo Fruet. De lá o representante palestino no Brasil segue para a Câmara Municipal de Curitiba onde, às 11h30, conversa com vereadores.

O embaixador ainda ministrará uma palestra no auditório do Campus Tiradentes da Faculdade Uninter. A exposição intitulada “Palestina: História de Genocídios e de Esperanças” – Reflexões sobre a complexidade da região da Palestina, terá análises sobre temas centrais da vida na Palestina, como perda território e os embates com Israel. A atividade terá início às 19h30 na Rua Saldanha Marinho, 131, Centro de Curitiba.

Na sexta-feira [07] Alzeben concederá entrevista coletiva no Salão Nobre da  Mesquita Imam Ali ibn Abi Tálib. O horário marcado é 10 horas na Rua Dr. Kellers, 383 - Bairro São Francisco.

 Serviço: Visita do embaixador da Palestina à Curitiba

Dia 06
09h30 :: Reunião na Prefeitura de Curitiba com prefeito Gustavo Fruet
11h30 :: Reunião com vereadores na Câmara Municipal
19 horas :: Palestra “Palestina: História de Genocídios e de Esperanças”na Uninter.

Dia 07
10 horas :: Entrevista Coletiva no Salão Nobre da  Mesquita Imam Ali ibn Abi Tálib

Mais informações:
Ualid Rabah :: (41) 9682.7729
Gustavo Vidal :: (41) 9195.6363


sábado, 9 de novembro de 2013

Militante relata missão de solidariedade na Palestina

Armelindo Rosa, o Beá, em seminário na Unioeste
Uma brigada de solidariedade da Via Campesina esteve no mês de outubro em uma missão na Palestina. Batizada de Ghassan Kanafani – em menção ao escritor palestino marxista e um dos líderes da Frente Popular Pela Libertação da Palestina assassinado em 1972 – a brigada foi composta por 12 militantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e da Alba (Aliança Bolivariana para as Américas). Por lá, o grupo conheceu a realidade do país árabe, os efeitos da ocupação do território palestino e as experiências de agricultura e resistência popular.

Presente na missão de solidariedade, o militante Armelindo Rosa da Maia, o popular 'Beá', da coordenação do MST no Paraná, fez um relato da viagem em seminário recente realizado na Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), campus de Cascavel. Para o sem-terra, a passagem pelo país árabe foi um grande aprendizado que serviu para a militância fazer um paralelo da luta cotidiana dos movimentos sociais, uma nova leitura do significado da reforma agrária e para desmistificar uma série de informações massificadas pela grande mídia sobre o conflito histórico entre judeus e palestinos.

Beá iniciou seu relato com um contexto histórico do conflito, iniciado em 1948 quando a ONU (Organização das Nações Unidas) decretou a criação do estado de Israel em área da Palestina. Desde então, Israel realiza um processo de colonização do estado palestino, ocupando hoje mais de 80% de todo o território. "O que acontece naquele território é diferente de tudo que a gente já viu. É uma região historicamente ocupada e o que vemos na mídia é muita desinformação, as vezes tratam o conflito como algo religioso, mas o que está em jogo é que aquela é uma região estratégica para o capital", comenta.  

O militante falou sobre o constante estado de terror dos palestinos. "Imagine o que é viver sob o medo, sabendo que a qualquer momento o exército pode invadir sua casa, com cidadãos sendo presos muitas vezes a revelia e forma ilegal". Atualmente são mais de 5 mil presos políticos palestinos por resistirem à ocupação, além disso existem mais de 7 milhões de refugiados, que foram expulsos de suas terras desde a criação do Estado de Israel.

Muitos palestinos estão proibidos de sair do país e a construção de um muro desde 2003 isola e prende os palestinos, confiscando as terras férteis dos camponeses. As crianças também são alvo e vítimas de torturas físicas e psicológicas, como relata Beá. "O que nos chocou muito foi o número de crianças presas, ao todo são 188. Em nossa cultura não submete-se castigos e torturas à crianças. Por lá elas ficam presas e passam por isolamento de 30 a 40 dias, numa cela sozinha e o primeiro contato depois disso é com o torturador, então a criança sai de lá achando que o exercito são os melhores caras do mundo", conta o militante.  

O processo de colonização do território palestina passa pela construção dos chamadas 'assentamentos israelenses', já denunciados por diversas vezes por organizações internacionais por violarem os direitos dos palestinos. Os assentamentos desalojam os palestinos, destroem seus cultivos e propriedades e os submetem à violência. Para Beá, os assentamentos contrastam com a miséria dos palestinos. "Diferente daqui, onde lutamos pela constituição de nossos assentamentos, por lá a palavra assentamento representa o horror. São mansões construídas na Cisjordânia, locais murados com hectares de bananas plantadas em estufas sendo constantemente irrigadas com água que é desviada das áreas palestina".

Durante a viagem, a brigada traçou paralelos da luta dos movimentos sociais de luta pela terra com a resistência do povo palestino. "A viagem valeu para cair a ficha sobre algumas coisas, como o fato que nossa militância precisa entender de vez que a reforma agrária também passa pela defesa de nossos territórios tradicionais, das terras indígenas, quilombolas, faxinalenses, ribeirinhos. Quando olhamos a luta indígena no Brasil nos faz lembrar do povo palestino, que tiveram suas terras tomadas paulatinamente", destaca o coordenador do MST.   

Questionado sobre como é possível grupos armados resistirem dentro de um território pequeno e sob o comando de Israel, Beá afirma que a própria resistência acaba sendo utilizada como tática do 'terror sionista'. "Isso ajuda a aumentar e legitimar a opressão do Sionismo,  pois são por essas ações de um povo que resiste que se justificam as piores reações", conclui o militante em seu relato.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ato pede o reconhecimento do Estado Palestino Já!

Ato em Foz será realizado na Praça do Mitre
Um povo que há mais de seis décadas vive sob ocupação israelense e que antes disso sofreu massacres e expulsões, além de verem suas moradias e cidades destruídas ou tomadas por grupos paramilitares sionistas. Há 64 anos a criação do Estado da Palestina vem sendo postergada e o povo árabe vem sofrendo com o terrorismo e o apartheid praticado pelo Estado de Israel.

Essa busca por soberania do povo palestino terá um novo ato nesta terça-feira, dia 20, com uma manifestação mundial pelo reconhecimento do Estado Palestino. O ato acontecerá simultaneamente em 142 países e a região Oeste do Paraná também se une à causa. Moradores da cidade de Foz do Iguaçu farão uma manifestação na Praça Mitre, a partir das 17 horas.

Os organizadores do ato em Foz esperam que os simpatizantes da causa palestina se unam a comunidade árabe da fronteira e participem da manifestação, afinal, essa luta histórica já ultrapassou os limites de questão de soberania nacional para se transformar numa luta humanitária. Além de Foz do Iguaçu, as concentrações no Brasil ocorrerão com mais vigor nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul. 

A mobilização mundial antecede a abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, na quarta-feira (21) e a defesa pela criação do Estado Palestina pelo presidente Mahmoud Abbas, na sexta-feira, dia 23. A pressão feita pelos aliados é para tentar demover os EUA que já anteciparam o veto contra o pedido da criação do estado, fragmentado em dois pedaços. Um deles dominado por Israel que desde então exemplifica o maior campo de concentração do mundo a céu aberto.

O Estado da Palestina deveria ser criado há 64 anos, junto com a criação do Estado de Israel pela ONU, porém até hoje, os palestinos são impedidos de ter uma nação livre e soberana. Os organizadores do ato afirmam que o reconhecimento do Estado Palestino é correção de uma injustiça histórica. Abaixo alguns pedidos do povo palestino. 

* a existência e reconhecimento do Estado da Palestina é um ato de justiça negado por mais de seis décadas;

* a Humanidade exige respeito ao direito do povo palestino a uma vida digna e soberana;

* os palestinos exigem a retirada das tropas de ocupação de todos os territórios palestinos e o fim dos crimes e agressões coloniais de Israel contra a Palestina;

* pelo fim dos assentamentos judaicos ilegais em terras dos palestinos;

* pela Libertação Já de todos os 10 mil presos políticos palestinos nas masmorras israelenses;

* pelo fim do Muro do Apartheid construído por Israel em terras assaltadas aos palestinos;

* pelo Estado da Palestina Já e agora aprovado pela ONU;

* os palestinos defendem a Paz Justa entre Israel e Palestina Já e agora;

* pelo fim da intervenção imperial norte-americana – beligerante e criminosa – na região.

Recente reportagem do jornal Brasil de Fato expôs denúncia que o governo israelense vem utilizando armas experimentais nos ataques à Faixa de Gaza, com metais tóxicos e cancerígenos, que alem de provocarem mutilações e queimaduras, são capazes de produzir mutações genéticas. A matéria pode ser vista neste link 

Mais informações sobre esse conflito histórico no post Nakba: a Intifada midiática prossegue